Os 6 degraus na vida de um empresário

6 degraus na vida de um empresário

Os vários degraus da escada do percurso de um empresário não são em nada semelhantes.

Identifico 6 degraus na vida de um empresário.

De degrau para degrau, os papéis a desempenhar, as necessidades e os resultados obtidos são diferentes.

Reflita sobre onde se sente melhor e comece a subir os degraus para atingir o seu objetivo mais depressa.

 

Os 6 degraus na vida de um empresário:

Degrau 1 – Autoemprego

Ao começar uma empresa do zero, a maior parte dos empresários, passa por uma fase de autoemprego, o primeiro degrau.

Nesta fase, encontra-se sozinho. É o comercial, o financeiro, o responsável pós-venda, o telefonista e, muitas vezes, até quem limpa o chão.

Passa de ser especialista numa determinada área para abrir a sua própria empresa.

Neste patamar, a prioridade e o grande desafio do empresário é garantir a sobrevivência. Esta é, regra geral, uma fase fácil. Está repleto de entusiasmo, quer fazer tudo e trabalha muitas horas para garantir a sobrevivência.

 

Degrau 2 – Operacional

Nesta fase, o negócio começa a crescer e já consegue contratar um/a administrativo/a e mais uma ou outra pessoa para lhe dar algum suporte.

Mas, a sua forte relação com a operação está ainda muito presente, ainda é muito operacional.

Uma característica frequente deste patamar é que grande parte dos empresários fica neste estágio durante muitos anos, havendo até empresas que nunca saem desta situação.

É um período em que já tem algumas pessoas que o apoiam, mas a empresa ainda depende totalmente das suas horas para sobreviver. O empresário é a chave operacional e o pilar do negócio. Sem ele nada funciona.

Neste estádio, a grande preocupação do empresário é garantir a resposta aos clientes, sendo sobre ele que recai toda e qualquer resposta ao cliente e todas as preocupações.

Este é o primeiro grande desafio.

Passar do primeiro para o segundo degrau é uma transição que acontece com alguma facilidade nas empresas. Já passar do segundo para o terceiro degrau implica uma grande mudança.

A maioria das empresas estão entre o segundo e o terceiro degrau.

Não se esqueça que enquanto a operação depender de si, você será o estrangulamento da empresa.

 

Degrau 3 – Diretor Operacional

Atingido este degrau, deixa de ser a pessoa que desempenha a parte operacional e passa a ser a pessoa que controla a equipa.

Nesta fase, apesar de já ter uma equipa que faz e entrega o trabalho, ainda está muito envolvido na operação, no-dia-a-dia, “arregaçando as mangas” sempre que necessário.

Esta operação pode também assumir uma vertente comercial se a sua essência for mais comercial. Nestes casos, em vez de diretor operacional falamos aqui de diretor comercial.

 

Degrau 4 – Gestor da empresa

Neste degrau, deixa de ser apenas diretor operacional para ter uma visão do negócio mais abrangente.

Deixa de olhar para as necessidades do cliente para ter uma visão macro.

Preocupa-se agora com o cliente através de indicadores internos e da responsabilização das pessoas. Deteta o problema e diz aos colaboradores que o mesmo tem de ser resolvido.

Aqui, falamos de estratégia, planeamento e controlo. A liderança da equipa é transversal a todas estas áreas.

É importante que existam mecanismos de controlo para detetar as falhas e falar com as pessoas certas para resolver os problemas.

 

Degrau 5 – CVO | Chief Visionary Officer

Esta pessoa é alguém que não se preocupa com o “como” mas sim com o “quê”.

Alguém que estabelece uma visão com alguma estratégia envolvida, mas que é acima de tudo o visionário da empresa. Alguém que pensa para onde quer levar a empresa e tem na sua mente a sua inovação e crescimento.

O que cria valor numa empresa é ter uma estratégia de crescimento, logo esta é a pessoa mais valiosa de uma empresa. Isto é uma coisa da qual muitos empresários se esquecem.

Um chief visionary officer pensa estrategicamente. Por isso, para desempenhar este papel é necessário que se afaste, que esteja longe da operação para não ser “engolido” pela mesma.

 

Degrau 6 – Acionista

Quando é investidor na sua essência e não trabalha na gestão da empresa, faz um investimento e a única coisa que o preocupa são os resultados.

O investimento financeiro é maior, mas o investimento de tempo é menor.

Apenas tem de olhar para os indicadores e perceber se os resultados estão de acordo com as suas expectativas.

Este é o mais passivo dos degraus na vida do empresário.

 

Em que degrau está?

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